
Macau, China, 15 mai 2026 (Lusa) – A economia de Macau cresceu 7,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento das exportações de serviços e pela subida significativa do número de visitantes.
Segundo dados publicados hoje pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a economia do território beneficiou dos feriados do Ano Novo Lunar e de várias atividades festivas, com Produto Interno Bruto (PIB) a crescer para 107,56 mil milhões de patacas, mais 7,1% em termos reais face ao mesmo período de 2025.
Apesar desse crescimento, as autoridades do território sublinharam que a economia de Macau entre janeiro e março deste ano era o equivalente a 90,3% do volume económico do primeiro trimestre de 2019, antes da pandemia de covid-19.
As exportações globais de serviços cresceram 12,8%, acompanhando a subida de 13,7% nas entradas de visitantes, com as exportações de outros serviços turísticos a aumentar 17,5% e as de serviços do jogo 13%.
A cidade semiautónoma chinesa registou um novo recorde histórico no primeiro trimestre de 2026 recebendo 11,2 milhões visitantes, um aumento de 13,7% face ao mesmo período de 2025 e superior aos valores pré-pandemia.
No comércio externo de mercadorias, as exportações subiram 1,1% e as importações 5,8% em termos homólogos, indicou a DSEC.
Quanto à procura interna, a despesa de consumo privado avançou 3,4%, enquanto a despesa de consumo final do Governo caiu 2,8%.
Já a formação bruta de capital fixo registou uma queda acentuada de 21%, atribuída ao decréscimo das obras de construção privadas e públicas, apontou o mesmo departamento.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento económico para Macau em 2026 para 3%, apesar da desaceleração a nível global.
O FMI assinalou que a melhoria das perspetivas para Macau surge num contexto em que adota uma postura mais cautelosa a nível global, devido a receios de que o conflito no Irão possa perturbar os mercados energéticos e pressionar os preços.
Nos últimos anos, as autoridades de Macau têm seguido uma política de diversificação económica, ditada pelo Governo central da China, que procura tornar a economia local menos dependente da indústria do jogo, através do desenvolvimento de setores como grande eventos, cultura, finanças ou tecnologia.
Apesar desses esforços, de acordo com dados oficiais, o jogo representou quase metade de todo o PIB de Macau em 2025.
Macau é a capital mundial do jogo e o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam no território seis concessionárias – MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM – com contratos até 2034.
Nos primeiros três meses deste ano, os casinos de Macau registaram receitas totais de 65,9 mil milhões de patacas (7,45 mil milhões de euros), um aumento de 14,3% em comparação com o mesmo período de 2025.
No orçamento para 2026, aprovado em novembro, o Governo de Macau previu que as receitas brutas dos casinos aumentem 3,5%, atingindo 236 mil milhões de patacas (26,7 mil milhões de euros).
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