
O presidente da Comissão Europeia reiterou o apoio da União Europeia à Ucrânia, sublinhando que o bloco europeu tem que estar unido nesta matéria, nomeadamente no que respeita à questão da energia.
Para Durão Barroso a UE tem que estar, acima de tudo, unida sobre este assunto, referindo-se especificamente, ao diferendo entre a Ucrânia e a Rússia sobre o gás natural, cujas negociações são mediadas por Bruxelas, considerando ainda que havendo boa vontade de todas as partes, é possível um acordo.
Já no texto das conclusões da cimeira extraordinária, convocada para analisar os resultados das eleições europeias, que terminaram no domingo, os líderes dos 28 esperam que a Federação da Rússia coopere com o recém-eleito Presidente legítimo, prossiga a retirada das Forças Armadas da fronteira ucraniana e use a sua influência sobre os separatistas armados no sentido de desanuviar a situação no leste da Ucrânia.
Esta quarta-feira a Comissão Europeia propôs a abertura da segunda fase do processo de liberalização de vistos com a Ucrânia.
No terreno a situação complicou-se com o desaparecimento de quatro observadores internacionais ao serviço da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) que terão sido detidos num posto de controlo no leste da Ucrânia.
Um responsável da diplomacia turca adiantou que foi informado, através de canais não oficiais, de que os observadores “estão sãos e salvos”, adiantando que os seus telemóveis foram apreendidos.
A equipa estava a fazer uma patrulha de rotina a leste de Donetsk quando ficou incontactável a partir de segunda-feira à noite, descreve a organização sediada em Viena, num comunicado sobre o incidente, pelo qual a diplomacia ucraniana responsabiliza os rebeldes pró-russos.
A OSCE diz estar em contacto com o Governo e com as autoridades regionais para tentar localizar a equipa da Missão de Monitorização Especial, formada por elementos oriundos da Dinamarca, Estónia, Suíça e Turquia.
Mais de mil observadores da OSCE e de outros organismos internacionais estiveram na Ucrânia para monitorizar as eleições presidenciais de domingo, ganhas pelo magnata multimilionário Petro Poroshenko.
A Missão de Monitorização Especial tem atualmente 210 elementos civis não-armados, com a função de se reunirem com as autoridades locais e nacionais, bem como com grupos étnicos e religiosos e organizações não-governamentais.
A operação foi aprovada por todos os Estados, incluindo a Rússia, mas sem autorização para se deslocar à Crimeia, região anexada por Moscovo no início de março.
Desde segunda-feira que a região de Donetsk está imersa em fortes combates, com as forças governamentais ucranianas a lançarem ataques aéreos contra os separatistas pró-russos, que tomaram o aeroporto da cidade.
Segundo o presidente da câmara de Donetsk, 40 pessoas foram mortas nos tiroteios, 38 combatentes e dois civis.
