Disputa em Alberta: Benga Mining e ambientalistas mantêm braço de ferro

Foto: mining.com
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Uma mina de carvão em Alberta continua a dar que falar no Canadá. Seis meses depois de o projeto ‘Grassy Mountain’ ter sido chumbado, agrava-se o braço de ferro entre a empresa Benga Mining e grupos ambientalistas. Em causa estão os custos de uma audiência, que ambas as partes se recusam a pagar.

A batalha em torno de uma mina de carvão nas Rocky Mountains, no sul de Alberta, continua, seis meses depois de o projeto, chamado ‘Grassy Mountain’, ter sido chumbado. A empresa e respetivos oponentes fazem um braço de ferro, para decidir quem paga pela audiência que recusou a proposta.

A Benga Mining está fragilizada por causa dos custos. Defende uma redução drástica dos valores a pagar e afirma que alguns grupos devem dinheiro à empresa.

Em contraste, grupos ambientalistas defendem que os custos financiaram um debate público essencial. Além disso, acusam a Benga de ser agressiva e de não aceitar críticas.

“A tentativa da Benga de impugnar os motivos de … intervenientes de interesse público é totalmente imprecisa, injusta e estabelece um tom desagradável e de confronto”, pode ler-se numa carta da Timberwolf Conservation Society dirigida ao Regulador de Energia de Alberta, que determina que custos é que a Benga deve pagar.

De recordar, que em junho, o regulador negou o pedido da Benga Mining para a mina ‘Grassy Mountain’ em Crowsnest Pass, em Alberta. Uma recusa rara posteriormente subscrita pelo Governo federal, que também esteve envolvido na revisão. A empresa apelou dessa decisão.

Quatro grupos ambientalistas, um município, uma comunidade indígena e um indivíduo solicitaram um total de 1,3 milhões de dólares para tentar recuperar os custos de depoimentos de especialistas, consultoria jurídica e pesquisa.

Só que a Benga tem o direito de questionar as reivindicações e é isso mesmo que está a fazer. Numa carta assinada por um advogado, a empresa sugere que esses grupos não foram construtivos.