Dispositivo de combate a incêndios reforçado com dois Black Hawk da Força Aérea

Ovar, Aveiro, 8 mai 2026 (Lusa) — Dois dos 13 helicópteros Black Hawk adquiridos pelo Ministério da Defesa para combater fogos rurais vão integrar este ano o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

A informação foi avançada pelo Ministro da Defesa, Nuno Melo, durante a cerimónia de inauguração do edifício para alojar a esquadra de voo 551 “Panteras”, que vai operar os Black Hawk.

Esta infraestrutura situada na base aérea n.º 8 em Ovar, no distrito de Aveiro, representou um investimento de quase dois milhões de euros, com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência.

No seu discurso, Nuno Melo referiu que dos 76 meios aéreos que estão contemplados no DECIR 2026, a Força Aérea terá já neste verão dois Black Hawk em prontidão, um dos quais será para transporte de operacionais e o outro para combate e ataque direto ao fogo.

O Chefe do Estado Maior da Força Aérea, Sérgio da Costa Pereira, esclareceu que até ao momento a Força Aérea já recebeu nove helicópteros Black Hawk, dos quais seis já estão operacionais, e os restantes quatro serão entregues até agosto.

O ministro lembrou ainda que além do investimento nos helicópteros Black Hawk, o Governo adquiriu “kits” de combate aos incêndios para instalar em aeronaves C-130, que estão neste momento a ser produzidos nos Estados Unidos e estarão instalados e prontos no final de 2026 ou no início de 2027.

Na mesma ocasião, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, entregou à Força Aérea a medalha de serviços distintos grau Ouro, pelo apoio prestado ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) nas ações de emergência médica, durante quatro meses, no verão de 2025.

“A medalha que hoje aqui entregamos representa muito mais do que um reconhecimento formal. Representa o agradecimento do país a homens e mulheres que diariamente colocam a sua vida ao serviço dos outros”, disse a ministra.

A governante assinalou que num momento particularmente exigente para o sistema de emergência médica nacional, em resposta a um pedido do Ministério da Saúde, a Força Aérea apoiou diretamente o INEM no transporte aéreo de emergência no continente, garantindo a continuidade de um serviço essencial.

“Esse apoio foi decisivo, competente, imediato e foi prestado com eficácia operacional que o país reconhece à Força Aérea”, afirmou.

Durante este período, foram realizadas 30 missões, com 32 doentes assistidos, em mais de 92 horas de voo.

 

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