Discriminação na fronteira: Inquérito da agência de serviços de fronteiras do Canadá (CBSA)

Foto: Pexels-Amar Preciado
Foto: Pexels-Amar Preciado

1 em cada 4 oficiais de fronteira canadianos testemunharam terem observado discriminação da parte de colegas, diz o relatório da Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá (CBSA).

Como parte desta pesquisa, 922 oficiais e superintendentes de serviços de fronteira foram entrevistados.

Um quarto dos funcionários inquiridos na agência de fronteira do Canadá disseram ter testemunhado diretamente um colega a discriminar um viajante durante os dois últimos anos..

Deste inquérito, , 71% dos que testemunharam, sugeriram que a discriminação foi baseada, total ou parcialmente, na raça dos viajantes, e pouco mais de três quartos citaram a sua origem nacional ou étnica.

Como parte da pesquisa, 922 oficiais e superintendentes de serviços de fronteira foram entrevistados e daqueles que disseram ter testemunhado episódios de discriminação, pelos menos 2 em cada 5 não relataram o que observaram, por receio de represálias ou por não se sentirem confortáveis.

Os números são extraídos de uma pesquisa realizada como parte de uma avaliação interna da Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá que analisou a forma como a agência processava os viajantes, seguindo os parâmetros de gênero, raça, etnia, religião, idade e deficiência mental ou física, e a interação entre esses fatores.

Os resultados desta avaliação, especialmente focada em pessoas que entraram no Canadá,  foram publicados recentemente no site da CBSA.

Neste processo, a CBSA  usa uma combinação de fontes de informação, tais como as  tendências globais e relatórios, no desenvolvimento de cenários, que são sistematicamente revistos  para efeitos de  direitos humanos e outras considerações.

O Manual de Processamento de Pessoas da CBSA fornece orientação ao pessoal sobre a conscientização da cultura de um viajante, proibição de discriminação racial e serviços prestados a pessoas com deficiência.

A avaliação faz várias recomendações, incluindo um apelo para desenvolver e implementar um plano para melhorar a consciencilização e a denúncia de maus-tratos e discriminação de viajantes testemunhados por funcionários de agências de fronteira, sem medo de represálias.

Na  resposta incluída no relatório de avaliação, a agência de fronteira concordou em elaborar o plano recomendado e estabelecer um cronograma a fim de  implementar mudanças ainda este ano.