
Gorongosa, Moçambique, 21 dez (Lusa) – O lÃder da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, reiterou hoje, na Gorongosa, a ameaça de formar Governo, em fevereiro, estabelecendo “alternância governativa”, depois de 20 anos do multipartidarismo no paÃs, reafirmando a recusa dos resultados eleitorais.
“Vai haver mudanças”, afirmou hoje Afonso Dhlakama. “A partir de fevereiro, o povo vai experimentar uma nova governação, da Renamo”, declarou, na abertura da reunião de dois dias do Conselho Nacional da Resistência Nacional Moçambique (Renamo), que decorre na Gorongosa, provÃncia de Sofala (centro do paÃs), considerado tradicional bastião polÃtico e militar do partido.
A Renamo rejeita os resultados das eleições de 15 de outubro, anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), que dão vitória à Frelimo e a Filipe Nyusi e colocam a Renamo e Afonso Dhlakama em segundo lugar, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, e o seu candidato, Daviz Simango, em terceiro lugar.



