Lisboa, 01 mar (Lusa) — Dois designers gráficos estão há mais de um ano a recolher letreiros em Lisboa, especialmente em néon, e querem criar um museu, da história da cidade mas também de histórias de pessoas e de lugares.
Influenciados pela formação profissional, Rita Múrias e Paulo Barata começaram há cerca de um ano e meio a fotografar os letreiros de fachadas antigas de estabelecimentos comerciais, a maior parte com néon preenchendo letras de várias formas. Aos dois interessava-lhes os tipos de letra, diferentes e que marcaram épocas.
“Como designers sempre achámos muita piada ver os letreiros e sempre os comentámos ao andar a pé, especialmente na baixa, e a observação de que eles estavam a desparecer criou essa ideia de que temos de fazer alguma coisa, porque é uma pena que esse espólio, esse património cultural, desapareça”, diz Paulo Barata.



