
Évora, 09 jun (Lusa) – A defesa de José Sócrates considerou hoje uma “ilegalidade” que o ex-líder do PS não tenha sido ouvido sobre a segunda promoção do Ministério Público para o manter em prisão preventiva e anunciou que vai recorrer da medida de coação.
João Araújo, que falava à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, onde Sócrates está detido, disse ter sabido da decisão pela comunicação social, observando que a defesa “não foi notificada e não foi convidada a pronunciar-se sobre a segunda promoção do Ministério Público (que pediu a prisão preventiva”, considerando que isso constitui uma “ilegalidade”.
O advogado referia-se ao facto de, após a recusa de Sócrates em aceitar a proposta para ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, o MP ter reformulado o pedido para que o ex-primeiro-ministro ficasse em prisão preventiva por haver perigo de perturbação de inquérito, de recolha e de conservação da prova.
