
O primeiro-ministro Justin Trudeau não disse quando é que os grupos de ajuda canadianos vão poder responder a uma crise humanitária no Afeganistão, apesar de os membros pares como os EUA, a Grã-Bretanha, a Austrália e a União Europeia terem detetado lacunas nas leis antiterrorismo há alguns meses. O Afeganistão enfrenta uma falta de alimentos e de material médico, agravada por sanções internacionais, na altura em que os talibãs se ocuparam do paÃs.
Os Liberais querem encontrar uma solução para a crise no Afeganistão. Mas Justin Trudeau não ofereceu uma linha temporal na quarta-feira, quando perguntaram quando é que o Governo federal iria apoiar o paÃs do Médio Oriente.
“Sabemos como é importante apoiar o povo do Afeganistão”, respondeu o primeiro-ministro do Canadá durante uma conferência de imprensa em Pickering, na provÃncia de Ontário.
“Continuaremos a olhar para a forma como podemos ajudar”.
O Afeganistão enfrenta uma falta de alimentos e de material médico, agravada pelas sanções internacionais, dois grandes terremotos e seca.
A UNICEF relatou um aumento do trabalho infantil, e disse que mais famÃlias estão a oferecer raparigas jovens para casamento, em troca de um dote, para que possam comprar bens de primeira necessidade.
Na altura em que a comissão especial da Câmara dos Comuns sobre o Afeganistão informou sobre a questão da ajuda em junho, os EUA, a Grã-Bretanha, a Austrália e a União Europeia tinham encontrado soluções para as próprias leis, permitindo aos grupos de ajuda ajudar os afegãos sem incorrer em sanções.
O Governo canadiano apresentou uma resposta ao relatório do comité, dizendo que “irá considerar medidas, incluindo opções legislativas”, mas não ofereceu qualquer linha temporal.
“As atuais medidas e legislação antiterrorismo têm o efeito não intencional de impedir a assistência humanitária legÃtima no Afeganistão”, lê-se na resposta de 6 de outubro.
“Ao contrário das leis de alguns outros Estados que pensam da mesma forma, o Canadá não dispõe de um mecanismo de isenção para este delito (financiamento do terrorismo), inclusive para a prestação de ajuda humanitária que salva vidas”.
Ainda na nota, “o Governo do Canadá não tem qualquer intenção de reconhecer as autoridades talibãs como o Governo do Afeganistão”, um ponto que Trudeau reiterou na última quarta-feira.
No entanto, o primeiro-ministro canadiano confirmou que o Governo federal tem falado regularmente com os lÃderes talibãs depois de terem assumido o controlo do Afeganistão.
O governo Liberal salientou que é capaz de obter ajuda ao Afeganistão através das Nações Unidas, mesmo que as organizações canadianas não possam fazer um trabalho independente no terreno.
“Continuamos a trabalhar com parceiros em todo o mundo, para ajudar a levar a ajuda humanitária necessária ao Afeganistão”, disse Trudeau.



