Crise de Calor: OMS Alerta para Riscos na Saúde dos Trabalhadores

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Um relatório conjunto da Organização Mundial de Saúde e da Organização Meteorológica Mundial conclui que trabalhadores da construção, agricultura e outros setores fisicamente exigentes são especialmente vulneráveis a golpes de calor, desidratação e problemas cardiovasculares ou renais.

O perigo não está apenas no exterior. Ambientes industriais com calor intenso, radiação de maquinaria e elevada humidade também expõem os trabalhadores a sérios riscos.

A diretoria de ambiente, clima e saúde da OMS, sublinha que os profissionais que mantêm as sociedades a funcionar estão a pagar o preço mais elevado, sobretudo em comunidades vulneráveis com pouco acesso a cuidados de saúde ou medidas de proteção.

No Canadá, investigadores da Universidade de Ottawa, lembram que os extremos de frio e calor reduzem a capacidade de adaptação do corpo. À medida que a semana de trabalho avança, a resistência física diminui, aumentando a probabilidade de exaustão térmica.

Entre as recomendações do relatório estão planos de saúde laboral contra o calor: pausas regulares, acesso a água, redistribuição de tarefas para horários mais frescos, redução do ritmo em dias de calor intenso e utilização de roupa que permita a ventilação, sem comprometer a segurança.

A OMS recomenda ainda o chamado “sistema de pares”, em que os trabalhadores vigiam sinais de exaustão nos colegas. Cansaço extremo, tonturas ou cãibras podem ser alerta de um quadro mais grave que exige intervenção imediata.

Médicos no Canadá reforçam que, além da proteção individual e laboral, é crucial atacar as causas do problema, reduzindo emissões de gases com efeito de estufa e a dependência de combustíveis fósseis, para diminuir tanto o aquecimento global como a poluição que agrava os efeitos do calor.