
O segundo suspeito dos esfaqueamentos mortais em Saskatchewan continua em fuga. Novas informações revelam o histórico violento do alegado homicida. Recorde-se que o ataque provocou 11 mortes
A cada dia que passa, um novo desdobramento sobre os esfaqueamentos mortais em Saskatchewan, que chocaram o Canadá e o mundo.
Depois de um dos suspeitos ter sido encontrado sem vida, as autoridades continuam à procura do seu irmão, alegadamente responsável pelos ataques que provocaram a morte de 11 pessoas e inúmeros feridos.
Sabe-se agora que o fugitivo tem uma ficha criminal de quase duas décadas e uma propensão à violência quando embriagado. É o que consta de um documento do conselho de liberdade condicional.
O documento, que data de fevereiro, cita Myles Sanderson, que disse ao conselho que o consumo regular de drogas e álcool o faria “perder a cabeça” e ficar com raiva.
O relatório acrescenta que o “seu histórico criminal é muito preocupante”, incluindo violência doméstica e uso de armas.
Até ao fecho desta reportagem, a Royal Canadian Mounted Police (RCMP) ainda não tinha revelado o motivo dos ataques no domingo que deixaram 11 pessoas mortas e pelo menos 18 feridas na James Smith Cree Nation e na aldeia vizinha de Weldon, a nordeste de Saskatoon. A polícia acredita que algumas vítimas foram especificamente escolhidas, mas que outras foram aleatórias.
O irmão de Sanderson, Damien Sanderson, também suspeito dos assassinatos, foi encontrado morto na manhã de segunda-feira no First Nation, tornando-se a 11.ª vítima mortal decorrente do ataque.
A polícia continua à procura de Myles Sanderson, que é acusado de homicídio em primeiro grau, tentativa de homicídio e invasão de domicílio.
Sabe-se também que a infância de Sanderson foi marcada por violência, negligência e abuso de substâncias. O suspeito morava entre a casa do pai num centro urbano e a casa dos avós numa comunidade indígena. Em ambas as famílias, há histórico de violência e abusos.



