
Gondomar, Porto, 28 mai 2021 (Lusa) — O presidente do PSD, Rui Rio, exigiu hoje realismo na gestão da pandemia, ao mesmo tempo que criticou a presença de público na final da Liga dos Campeões, em futebol, agendada para sábado no Estádio do Dragão, no Porto.
“Há que fazer isto com realismo, que nem sempre é o melhor. Não consigo entender como é que nós, nos campeonatos de futebol, não deixámos que houvesse público — e até direi que bem — e agora vamos importar um jogo em que os estrangeiros podem estar e andar por aqui a armar desacatos. E depois dizer que não vai ser como foi a festa do Sporting, em Lisboa e, aparentemente, ainda vai ser pior ou está quase a poder ser pior”, criticou.
Enfatizando ser este tipo de decisões que “depois as pessoas não entendem”, Rui Rio assegurou querer “fazer o contrário”, em declarações após ter participado no lançamento da candidatura de Jorge Ascenção à presidência da Câmara de Gondomar.
“Eu quero fazer ao contrário. Quero pedir à s pessoas, quando as coisas não correm tão bem num dado concelho, para perceberem que, em nome desse concelho e do paÃs como um todo, temos de abrandar o desconfinamento nesses sÃtios”, sublinhou o lÃder social-democrata.
Em dia de mais uma reunião de avaliação da evolução da pandemia que decorreu no Infarmed, Rui Rio considera que se deve manter o foco no controlo do novo coronavÃrus.
“É altura de ter o máximo de atenção, como sempre foi, de utilizar a experiência adquirida, que agora já é substancial, de continuar o ritmo de vacinação que o vice-almirante Gouveia e Melo tem feito e que merece o nosso aplauso e o paÃs deve estar-lhe agradecido, pois o ritmo de vacinação é vital, mas também temos noção, e ainda hoje foi explicado, que o R está acima de 1, pelo que devemos ter muito cuidado porque de repente a coisa pode-se desgovernar outra vez”, alertou.
Reiterando, a propósito, não se dever “olhar para o paÃs como um todo”, defendeu o “confinar ou desconfinar em função da situação concreta em que se encontra cada região ou concelho”.
“É isso que está a ser mais ou menos feito. Não podemos levantar a guarda agora que as coisas estão a correr um bocado melhor”, acrescentou, frisando que, se um concelho está com problemas, há que de “ter a coragem de, no fundo, ajudar esse concelho, desconfinando mais lentamente ou até confinando um bocadinho”.
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