
Londres, 26 mai 2021 (Lusa) – O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou hoje que tentou “minimizar a perda de vidas” no inÃcio da pandemia de covid-19, depois de o ex-conselheiro Dominic Cummings o acusar de “fracassar” na gestão da crise.
Na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, Johnson respondeu à s revelações devastadoras de Cummings, que hoje acusou deputados, ministros, conselheiros e funcionários de falharem “desastrosamente em cumprir os padrões que os cidadãos têm direito esperar” deles.
“Gerir a pandemia foi uma das coisas mais difÃceis que este paÃs teve de fazer” e “nenhuma decisão foi fácil”, respondeu o primeiro-ministro quando questionado pelo lÃder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, sobre as crÃticas do ex-assessor.
“Ficar em confinamento foi traumático para este paÃs, lidar com uma pandemia desta dimensão tem sido tremendamente difÃcil e, em todos os momentos, tentámos minimizar a perda de vidas”, acrescentou Johnson.
Instado pelo lÃder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) no parlamento, Ian Blackford, a pedir desculpa e assumir os erros cometidos pelo Governo, Boris Johnson acedeu.Â
“Assumo total responsabilidade por tudo o que aconteceu. Lamento sinceramente o sofrimento que o povo deste paÃs experimentou. Mas o Governo sempre agiu com o intuito de salvar vidas, proteger o NHS [serviço público de saúde] e de acordo com os melhores pareceres cientÃficos”, vincou.Â
Johnson negou ter minimizado a dimensão da crise sanitária no inÃcio ou ter sido “complacente”, e desmentiu que o anterior chefe dos serviços civis Mark Sedwill lhe tivesse manifestado falta de confiança no ministro da Saúde, Matt Hancock.Â
No seu testemunho, Cummings disse que Hancock deveria “ter sido demitido por pelo menos 15-20 coisas”, incluindo “mentir”.
O ex-assessor comparece desde as 08:30 perante as comissões parlamentares no Parlamento britânico que analisam a gestão da crise sanitária.Â
O Reino Unido é o paÃs da Europa mais afetado pela pandemia de SARS-CoV-2, contabilizando até ao momento quase 128 mil mortos.
BMÂ // FPA
Lusa/fim



