
O Canadá entrou oficialmente na sexta vaga da pandemia. A confirmação foi dada pela Direção-geral da Saúde. O aumento de casos em todo o paÃs está a ser alimentado pela subvariante BA.2 da Ómicron.
O Canadá está oficialmente na sexta vaga da Covid-19. A confirmação é dada pela diretora-geral da Saúde do paÃs.
De acordo com Theresa Tam, o último aumento de casos em todo o Canadá está a ser alimentado pela subvariante BA.2 da Ómicron.
A pandemia está a ressurgir em todo o paÃs, diz Tam. É possÃvel que o número real de casos seja ainda maior, uma vez que os testes PCR são limitados na maioria das provÃncias. De acordo com os números do Governo federal, a 12 de abril só havia registo de 200 mil casos ativos em todo o paÃs.
A contagem média diária de casos aumentou 28% nacionalmente durante a semana que antecedeu 31 de março e as águas residuais comunitárias continuaram a sinalizar uma tendência crescente.
O mais preocupante é que os internamentos também começaram a subir, avisa Tam. De acordo com o site da Health Canada, o número total de pacientes hospitalizados com Covid-19 aumentou de mais de 4.200 para mais de 5.100 durante a primeira semana de abril.
Durante esse mesmo perÃodo, o número de doentes com Covid-19 em unidades de cuidados intensivos não mudou significativamente, tendo subido de 374 para 365. Ao mesmo tempo, o número de infetados com necessidade de ventiladores aumentou de 155 para 173.
Embora as vacinas percam a eficácia o longo do tempo, duas doses geralmente impedem o desenvolvimento de sintomas graves.
O reforço da vacinação é importante, adianta Tam. Quem o receber fica com 90% de probabilidade de não ter de recorrer ao hospital.
O mais recente surto de casos e de internamentos está a afetar os profissionais de saúde em todo o Canadá.
À medida que as provÃncias enfrentam a sexta vaga, um número crescente de médicos, enfermeiros e outros profissionais médicos estão a contrair Covid-19, levantando preocupações sobre a qualidade do atendimento prestado aos utentes.
Os peritos avisam que esta vaga vai levar a mais ‘burn-outs’ entre os profissionais de saúde, forçando-os a mudar de profissão ou a pedir a reforma antecipada.



