
Macau, China, 12 mar (Lusa) — O escritor norte-americano Adam Johnson, vencedor do Pulitzer em 2013 pelo livro “The Orphan Master’s Son” (“Vida Roubada” em português), continua “fascinado e obcecado” pela Coreia do Norte, que considera “um ponto extremo do que é ser humano”.
“Tornei-me fascinado e obcecado com a Coreia do Norte, porque é [a realidade] que leva mais longe o campo da possibilidade. Psicologicamente, em relação ao que é controlar a ambição humana, identidade, personalidade, aspiração, não há nada igual no mundo. Quando, na nossa imaginação, vamos a este ponto tão extremo do que é ser humano, é um lugar muito interessante desde onde olhar para nós próprios”, disse o escritor, em entrevista à Lusa em Macau, onde participa na 5.ª edição do Festival Literário Rota das Letras.
Depois de anos de investigação e uma viagem à Coreia do Norte, Johnson optou por um género pouco comum entre as narrativas sobre o país: um romance (“Vida roubada”, publicado em Portugal pela editora Saída de Emergência).
