
Redação, 01 jan 2026 (Lusa) — O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) salientou hoje, numa mensagem de Ano Novo, que aquele organismo defende para o desporto nacional “políticas que vejam além do pódio” e possam trazer estabilidade ao setor.
“O desporto é um investimento coletivo. E para transformar ambição em impacto precisamos de parcerias fortes entre o Estado, as autarquias, as universidades, as empresas, as federações, os clubes e, claro, a sociedade em geral. (…) O COP defende, por isso, políticas que vejam além do pódio, que permitam dar estabilidade”, pode ler-se na mensagem de Fernando Gomes, hoje divulgada pelo COP.
Para alcançar essa estabilidade, advoga “contratos plurianuais com as federações, que promovam a saúde, que previnam doenças e ofereçam alternativas profissionais a quem dedica a juventude à superação desportiva”.
Numa mensagem escrita divulgada no primeiro dia do ano, Gomes lembrou os três ouros, duas pratas e três bronzes conseguidos por portugueses em Mundiais de modalidades olímpicas no ano passado, no atletismo, na canoagem, no judo, no surf e no triatlo.
Além disso, notou o aumento de atletas no projeto olímpico e nas esperanças olímpicas, a transferência de 10 milhões de euros para a requalificação de Centros de Alto Rendimento e o aumento em 30% do financiamento à preparação olímpica como marcos de 2025.
Este ano, o plano desportivo ficará marcado, recorda, pelos Jogos Olímpicos Milão-Cortina2026, pelos Jogos do Mediterrâneo Taranto2026 e pelos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar2026, oportunidades para “afirmar a capacidade” de Portugal no setor.
“Mas não são resultados pontuais que procuramos, são percursos sustentados que formam campeões e cidadãos. Porque a nossa prioridade é a construção de trajetórias duradouras — rumo a Los Angeles 2028, rumo a Brisbane 2032”, comenta.
Fora da competição, para este ano o COP pretende prosseguir “a defesa firme na importância de reforçar o apoio às atividades regulares das federações” com a alteração do método de distribuição das verbas provenientes das apostas desportivas, e “insistir na criação do Fundo de Desenvolvimento Desportivo”, para modalidades fora desse ‘bolo’ proveniente do jogo.
Por outro lado, são objetivos aumentar as bolsas de apoio “em número e valor”, a reforma do Estatuto do Dirigente Desportivo em regime de voluntariado, e a alteração da Lei do Mecenato, para aumentar os benefícios fiscais a empresas que queiram apoiar os atletas portugueses.
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