
O conflito entre Israel e o Irão, com envolvimento dos Estados Unidos, intensifica-se e já provocou centenas de mortos e milhares de deslocados na região.
O governo canadiano confirmou que cerca de três mil e quinhentos canadianos solicitaram assistência para deixar o Médio Oriente. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, revelou que mais de cento e oito mil canadianos estão registados junto das autoridades consulares e que estão a ser preparados voos e apoio logístico para garantir a saída segura dos cidadãos.
A escalada começou após ataques aéreos israelitas em Teerão e nos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo movimento Hezbollah, aliado do Irão. Israel indica que os alvos foram infraestruturas militares e posições de grupos apoiados por Teerão. Antes das ofensivas, foram emitidos avisos para que civis abandonassem as zonas de risco.
O Irão respondeu com ataques a território israelita e bases norte-americanas, aumentando o receio de uma escalada regional.
A chefe do Estado-Maior da Defesa do Canadá, general Jennie Carignan, reiterou que o país não participa diretamente na operação militar norte-americana “Epic Fury”, mas poderá cooperar com aliados caso estados do Golfo sejam atacados. Esta posição reforça a prioridade do Canadá na proteção e evacuação dos seus cidadãos.
Segundo os dados mais recentes, os confrontos já provocaram mais de mil e duzentos mortos no Irão, mais de cem no Líbano, cerca de uma dúzia em Israel e seis soldados norte-americanos mortos.
As autoridades canadianas continuam a monitorizar a situação e a preparar planos de evacuação, garantindo apoio a todos os cidadãos que desejam sair desta região marcada pela instabilidade e pela guerra.
