Conduta sexual: escolha de Peter Dawe espanta vítimas

FOTO: Wayne Cuddington |TWITTER
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Peter Dawe está no centro da polémica. O Major General das Forças Armadas do Canadá foi escolhido para liderar os militares a responder a avaliações de má conduta sexual. Acontece que, em 2017, Peter Dawe fez uma referência positiva para um agressor sexual. Vítimas e antigos soldados estão indignados e pedem explicações.

O Major Peter Dawe foi encarregado de rever as recomendações de uma investigação em andamento sobre má conduta sexual militar, incluindo a ex-juíza do Supremo tribunal, Louise Arbor.

Em 2017, Dawe apresentou referências positivas de caráter a um juiz antes da sentença do major Jonathan Hamilton, que no início do ano foi considerado culpado por abusar sexualmente de uma oficial militar reformada.

A nomeação de Dawe trouxe novas dúvidas sobre a capacidade das forças de eliminar a má conduta nas fileiras.

O Departamento de Defesa Nacional (DND) não divulgou um comunicado aos media ou fez qualquer anúncio sobre a nomeação do Major General. A notícia da posição de Dawe sobre as recomendações foi relatada pela primeira vez pelo Ottawa Citizen.

A imprensa canadiana confirmou que Peter Dawe voltou ao trabalho e foi encarregado de “rever, e compilar” recomendações de cada uma das análises externas dos militares.

“Este trabalho permite a tomada de decisões e ajuda a garantir que essas recomendações sejam implementadas de maneira oportuna e deliberada”, escreveu o porta-voz do Departamento de Defesa Nacional, Daniel Le Bouthillier em comunicado.

Dawe estava de licença remunerada desde maio, A divisão nas fileiras das Forças Armadas aumentou depois do chefe da equipa de defesa, o general Wayne Eyre, ter permitido que Dawe continuasse a trabalhar. Eyre mais tarde desculpou-se por ter lidado com o caso e colocou Dawe em licença.

As vítimas de Jonathan Hamilton dizem que os militares precisam de dar explicações sobre a escolha de Dawe para o novo desafio da carreira.