Lisboa, 19 abr (Lusa) — Um número de 70 mil mortes por tuberculose em 2016 no Brasil protegeram a estratégia de combate à doença no Brasil dos cortes orçamentais do Governo brasileiro no orçamento da Saúde no ano corrente, segundo uma especialista brasileira.
“A manutenção do nosso orçamento tem a ver com a prioridade que o Governo brasileiro tem dado ao combate à tuberculose, que no Brasil ainda é um problema de saúde pública. Tivemos 70 mil casos de tuberculose em 2016”, explicou Denise Arakaki, membro do Programa Nacional brasileiro de Controlo de Tuberculose, em declarações à Lusa à margem do 4.º Congresso Nacional de Medicina Tropical que decorre em Lisboa.
“Vamos executar tudo o planeámos para 2017, não houve restrições orçamentais para a nossa patologia”, disse a especialista, explicando que o país, embora esteja a reduzir o número de casos de morte por infeção com o bacilo de Koch, ainda está na lista da OMS dos países com alta incidência de tuberculose e de tuberculose associada ao VIH.
