
Porto, 13 jul 2026 (Lusa) — O comandante metropolitano da PSP do Porto aceitou hoje as reivindicações dos polÃcias da Divisão de Investigação Criminal que exigiam a aplicação do regime de turnos, mas a decisão final caberá ao diretor nacional.
A informação foi avançada aos jornalistas por Sérgio Santos, dirigente do Porto da Associação Sindical dos Profissionais da PolÃcia (ASPP/PSP), no final de uma reunião com o comandante metropolitano da PSP do Porto.
De acordo com o dirigente sindical, o comandante aceitou o fim dos piquetes e aceitou também o regime de trabalho por turnos reclamado pelos agentes, no entanto, a decisão final caberá ao diretor nacional da PolÃcia de Segurança Pública, a quem vai ser, agora, enviada a proposta.
Acrescentou ainda que se espera uma resposta da direção nacional da PSP na próxima semana.
Enquanto decorria a reunião, junto ao Comando Metropolitano da PSP, cerca de 60 agentes da Divisão de Investigação Criminal do Porto concentraram-se para exigir a aplicação do regime de turnos.
Atualmente é praticado o regime de piquete, o que, segundo a ASPP/PSP, “prejudica financeiramente os agentes”.
“Ao fazerem um piquete, os agentes recebem o valor máximo que é de 150 euros. O que acontece na Direção de Investigação Criminal do Porto é que cada agente está a fazer dois, três ou quatro piquetes, num mês”, afirmou Paulo Santos, presidente desta associação.
Isto quer dizer que, nestes piquetes seguintes que um elemento é chamado a realizar, já não “recebe nada e ainda perde o subsÃdio de refeição porque, teoricamente, não está a trabalhar”.
“Não estamos a pedir nada de transcendente, pedimos apenas a aplicação do regime de turnos, como acontece, aliás, em Lisboa”, referiu ainda Paulo Santos, enquanto decorria a reunião.
Na divisão de investigação criminal da PSP do Porto trabalham cerca de 280 agentes.
PM/PLI // JAP
Lusa/Fim



