
Lisboa, 17 out (Lusa) – Colson Whitehead demorou 15 anos a amadurecer a história que lhe valeu o Pulitzer, “A estrada subterrânea”, um livro sobre racismo e escravatura no século XIX, mas que permanece atual numa “América muito racista”, que elegeu um “presidente racista”.
“A Estrada Subterrânea” não partiu da ideia de escrever sobre escravatura, mas de uma visão de infância daquilo que foi a “underground railroad” americana: uma rede de colaboradores abolicionistas que ajudaram escravos em fuga, abrigando-os em casas ou sótãos, dando-lhes boleias ou ajudando-os a atravessar rios, e não um caminho-de-ferro subterrâneo, no sentido literal.
O escritor norte-americano usou essa “metáfora” e decidiu “explorar essa ideia infantil”, de uma ferrovia subterrânea clandestina por onde os escravos podiam fugir, “e ver que história conseguiria tirar daí”, contou em entrevista à agência Lusa.
