CLISTERES DE FUMO DE TABACO E OUTRAS HISTÓRIAS DO MUSEU NACIONAL DE SAÚDE

LusaLisboa, 07 abr (Lusa) — Doenças respiratórias já foram tratadas com clisteres de fumo de tabaco e chegou a ser moda em Lisboa clisteres perfumados, dados com seringas que podem ser vistas a partir de hoje no Museu Nacional da Saúde.

A abertura da exposição “800 anos de saúde em Portugal” marca também uma nova vida para o Museu, que já existia no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge mas sem grande espaço disponível. A partir de agora vai estar numa vasta área cedida no Hospital dos Capuchos, também em Lisboa.

Para já são sete salas abertas gratuitamente ao público todas as quartas-feiras (nos restantes dias as visitas só podem ser feitas mediante marcação) a contarem como se fazia medicina, a mostrar objetos de época, como seringas de clister, mas também as primeiras vacinas, as primeiras zaragatoas, as primeiras radiografias e a célebre mesa de angiografia de Egas Moniz, onde fez em 1927 a primeira angiografia cerebral, recebendo duas décadas depois o prémio Nobel pela invenção da lobotomia.