
Metade dos canadianos vacinados contra a Covid-19 agora afirmam que os ‘negacionistas’ não merecem a mesma prioridade para tratamento médico, caso contraiam o vÃrus. A quarta vaga da Covid-19 no Canadá está a ser já chamada de pandemia dos não vacinados. As informações são do Instituto Angus Reid, uma organização de análise de dados sem fins lucrativos.
Embora as infeções repentinas de vacinados sejam talvez mais comuns do que as autoridades de saúde esperavam inicialmente, relatórios recentes afirmam que aproximadamente 90% dos novos casos estão agora entre os não vacinados, impulsionados pela variante Delta, altamente contagiosa.
Em British Columbia, os mais recentes dados sugerem que cidadãos não vacinados têm 34 vezes mais probabilidade de serem hospitalizados do que pessoas vacinadas da mesma idade.
O estudo é do Instituto Angus Reid, uma organização sem fins lucrativos, que encontra apoio crescente para a vacinação obrigatória.
Talvez o mais surpreendente seja o apoio à apresentação de um comprovativo de vacinação em espaços públicos, agora uma opinião da maioria tanto em Alberta quanto em Saskatchewan. Uma medida que os premiers Jason Kenney e Scott Moe estavam contra. Na verdade, 54% dos cidadãos de Alberta agora apoiam a prova de vacinação em espaços públicos, contra apenas 40% no final de julho.
A frustração dentro do público amplamente vacinado é clara, com canadianos não vacinados que enchem as unidades de cuidados intensivos e que forçam o cancelamento contÃnuo de cirurgias em várias provÃncias. Agora, metade dos canadianos vacinados (46%) não querem que cidadãos não vacinados tenham a mesma prioridade de tratamento se estiverem doentes com Covid-19.
Três quartos (77%) dizem que os governos provinciais devem usar medidas regulatórias para aumentar a vacinação, enquanto um em cada três (33%) diz que os governos devem usar incentivos.
Um em cada cinco canadianos vacinados (19%) acredita que aqueles que se recusam a mostrar a prova da vacinação num local público, e se recusam a deixar as instalações, devem ser detidos e acusados de um crime. O maior grupo (44%) preferiria que a pessoa fosse mandada para fora das instalações, mas não punida, enquanto 29% está a favor das multas.



