
O novo enquadramento legal da cidadania canadiana por descendência regista uma subida de pedidos em vários países, com destaque para os Estados Unidos.
A nova lei permite que pessoas nascidas fora do Canadá possam requerer cidadania se tiverem um dos pais canadiano também nascido fora do país, desde que esse progenitor tenha residido no Canadá pelo menos três anos antes do nascimento ou adoção.
A alteração resulta de uma decisão judicial que considerou inconstitucionais regras anteriores, que restringiam a transmissão da cidadania a filhos nascidos em território canadiano.
Entre meados de dezembro de 2025 e o final de janeiro de 2026, as autoridades canadianas receberam mais de 12 mil pedidos de cidadania por descendência, com cerca de 6.300 aprovações no mesmo período.
Os cidadãos norte-americanos representam a maior fatia dos processos, com cerca de 2.500 aprovações num único mês. Seguem-se o Reino Unido, França, China, Hong Kong, Índia, Austrália, Filipinas, Emirados Árabes Unidos e Alemanha.
Ao longo de 2025, o Canadá aprovou cerca de 82.500 pedidos de cidadania por descendência, com os Estados Unidos a liderarem de forma destacada.
Especialistas em imigração referem que a mudança legal aumenta o interesse internacional, tanto por motivos familiares como pela possibilidade de mobilidade para o Canadá.
Apesar da subida recente, as autoridades canadianas não antecipam, para já, um crescimento sustentado no número global de pedidos, embora reconheçam o impacto direto do novo enquadramento na imigração por descendência.
