Chrystia Freeland assume papel de aconselhamento económico junto da Ucrânia

Foto: Facebook/Chrystia Freeland

A nomeação de Chrystia Freeland como conselheira para o desenvolvimento económico da Ucrânia marca um novo capítulo na relação entre o país e aliados internacionais envolvidos no apoio à sua recuperação. A decisão foi anunciada pelo Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que sublinhou a necessidade de reforçar a capacidade interna do país enquanto o conflito com a Rússia continua.

A antiga ministra federal canadiana tem manifestado apoio consistente à Ucrânia ao longo dos últimos anos e defende que o país pode alcançar um crescimento económico significativo se aproveitar oportunidades que ficaram por concretizar após o colapso da União Soviética. Ao justificar a escolha, o Presidente ucraniano afirmou que “Chrystia é altamente qualificada nestas matérias e tem vasta experiência na captação de investimento e na implementação de transformações económicas”, associando este papel tanto à reconstrução futura como à resistência em caso de prolongamento da guerra.

Freeland, que possui ascendência ucraniana, deixou o cargo de ministra em setembro, mas continua a exercer funções como deputada pelo círculo de University–Rosedale, em Toronto, e foi também nomeada representante especial do Canadá para a reconstrução ucraniana.

A acumulação de funções motivou críticas de deputados conservadores, que consideram existir um potencial conflito de interesses pelo facto de Freeland continuar a ser membro do Parlamento canadiano. A legislação em vigor estabelece limitações a atividades externas de deputados, embora não refira de forma explícita o aconselhamento a líderes estrangeiros, levando o caso a ser analisado pelas entidades competentes.

Paralelamente, Freeland foi anunciada como futura diretora executiva do Rhodes Trust, uma fundação educativa sediada em Oxford, cargo que implicará a sua mudança para o Reino Unido a partir de julho. Apesar de ainda não ter formalizado a renúncia ao mandato parlamentar, já indicou que não se candidatará a novas eleições e tem participado de forma limitada nas atividades presenciais da Câmara dos Comuns, mantendo-se envolvida à distância e através de deslocações frequentes entre o Canadá, a Ucrânia e outros países europeus.