
Lisboa, 10 mar 2026 (Lusa) – Cerca de 700 cidadãos portugueses já regressaram ao país vindos da região em conflito no Médio Oriente, e hoje chega mais uma centena num voo da Emirates, estimou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
“Houve três voos fretados pelo Estado português: dois pela Força Aérea e um voo pela TAP”, começou por contextualizar Emídio Sousa, por telefone, à agência Lusa.
“No primeiro voo chegaram 24 cidadãos portugueses entre 39 cidadãos resgatados da região. No segundo, que foi o voo da TAP, vieram 139 portugueses e, no terceiro, que foi o de ontem [segunda-feira], chegaram mais 54 cidadãos portugueses”, acrescentou o governante.
Emídio Sousa estimou que, se se acrescentarem os dados dos voos comerciais, como os das companhias Emirates e Etihad, já devem ter regressado a Portugal cerca de 700 portugueses.
Hoje está ainda prevista a chegada de mais uma centena de portugueses vindos num voo comercial da Emirates, indicou.
Segundo o ‘site’ do aeroporto de Lisboa, o voo, que partiu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, tem chegada prevista por volta das 20:00.
O secretário de Estado salientou que o Governo tem acompanhado a situação na região e tem proporcionado, inclusive, transporte terrestre para que os cidadãos portugueses consigam apanhar voos, mesmo que comerciais, para regressarem ao país.
Por outro lado, reiterou que, por agora, não estão previstos mais voos de repatriamento pelo Estado português – até porque no voo que chegou segunda-feira existiam ainda lugares disponíveis que não foram solicitados – e que os voos comerciais estão, mesmo que mais lentamente, a começar a dar resposta às pessoas.
Os Estados Unidos da América e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.
O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.
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