

THE CANADIAN PRESS/Jeff McIntosh
Restrições e os custos onerosos estão a dificultar a capacidade da Air Canada expandir e competir internacionalmente, afirmou o CEO da companhia aérea na quarta-feira.
Calin Rovinescu disse que as taxas de aeroporto do Canadá são muito altas e a legislação legado de quando a empresa era propriedade do governo significa que esta está a operar em desvantagem.
“Precisamos de ter a mesma capacidade de competir, a mesma igualdade de condições que todos os outros têm”, disse Rovinescu, num evento da Câmara de Calgary.
Ele espera que o projeto de lei C-10 entre em vigor em breve, para que a empresa tenha menos restrições no modo de gerir a companhia aérea. A legislação iria levantar os requisitos sobre o número de funcionários de manutenção em Manitoba, Quebec e Ontário e quanto trabalho é feito nessas províncias.
As restrições laborais faziam parte das medidas de privatização da Air Canada há 28 anos atrás, que Rovinescu disse estão desatualizadas.
O sindicato da Associação Internacional de Mecânicos e Trabalhadores Aeroespaciais opôs-se à legislação, justificando que isso vai significar que a Air Canada estará sob nenhuma obrigação de fazer qualquer trabalho de manutenção no Canadá.
No sentido de reforçar o Canadá como um centro de trânsito internacional, Rovinescu sublinhou que o governo precisa reduzir as suas taxas, com a Air Canada a pagar 802 milhões de dólares em taxas aeroportuárias e de navegação no ano passado.
Ele espera que as restrições de vistos para os turistas que passam através do Canadá também sejam levantadas para facilitar a criação de centros de trânsito internacional no país.
Os seus comentários surgem numa altura em que a Air Canada faz um grande esforço de expansão para o exterior, com cerca de 90 por cento do seu aumento de capacidade a vir de mercados internacionais este ano.
Fonte: Canadian Press
