
Centenas de carros desfilaram este domingo numa procissão automóvel em homenagem ao Santo Cristo dos Milagres, em Brampton. A pandemia alterou os planos da festa promovida pela Igreja de Nossa Senhora de Fátima, mas nem por isso abalou a prática religiosa, importada dos Açores.
Um ritual religioso composto por uma fila de carros. Não é um cenário fácil de imaginar. Mas foi isso mesmo que aconteceu este ano, nas Festas do Senhor do Santo Cristo dos Milagres, em Brampton. O coronavírus veio mais uma vez testar a capacidade de adaptação das pessoas e comprovar a devoção dos luso-canadianos.
De acordo com a organização, foram centenas os automóveis que integraram a procissão “drive by”, à porta da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Um a um, homenagearam, de carro, a imagem do Santo, que saiu do santuário na tarde de dia 13 de setembro. Um ritual marcado pelas regras de distanciamento social para evitar o contágio da covid-19.
A pandemia trouxe alterações, mas não mudou tudo. De fora dos carros, a festa foi animada pelos habituais ritmos filarmónicos, que à semelhança do culto do Santo Cristo, são típicos dos Açores. O sotaque açoriano foi, aliás, constante no evento. Não fosse a comunidade luso-canadiana amplamente formada por imigrantes das ilhas.
Além do desfile de carros, as festas do Senhor Santo Cristo em Brampton contaram com uma missa e uma vigília. Depois da procissão automóvel, a imagem transitou para interior da igreja, de forma a ser visitada pelos fiéis nos dias seguintes.
Em dias de pandemia, a festa em Brampton veio lembrar que não é só o vírus que atravessa fronteiras. As tradições portuguesas também, reforçando o espírito comunitário.



