
Centenas de peritos canadianos apelam a que Chrystia Freeland desista do crédito fiscal de captura de carbono. Numa carta enviada à ministra das Finanças, mais de 400 cientistas e académicos alegam que a ideia vai contra a promessa de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.Â
Mais de 400 cientistas climáticos e outros académicos canadianos apelam a que a ministra das Finanças do Canadá abandone o seu plano de criar um crédito fiscal dirigido às empresas que capturam e armazenam carbono.
Chrystia Freeland anunciou a ideia no orçamento federal do ano passado. Já as consultas para delinear o crédito fiscal terminaram pouco antes do Natal.
Numa carta enviada a Freeland, é pedido que a ideia seja abandonada. Segundo os peritos, o crédito beneficia a indústria de petróleo e gás, contradizendo diretamente a promessa de eliminar as regalias do setor e de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.
A principal signatária da carta diz que a captura e o armazenamento de carbono são caros. Por outro lado, promovem o uso de combustÃveis fósseis, em vez de substituÃ-los por energia limpa.
De notar que os sistemas de captura, armazenamento e utilização de carbono guardam e isolam o dióxido de carbono emitido sobretudo por operações industriais de grande escala. De seguida, o carbono é armazenado permanentemente no subsolo ou usado na produção de mais petróleo.
Freeland assegura que só os projetos que armazenam permanentemente dióxido de carbono são elegÃveis. Os académicos, contudo, exigem que o crédito seja apenas aplicado a empresas que não têm outras opções de redução de emissões. Além disso, defendem que empresas de combustÃveis fósseis, plásticos ou petroquÃmicas não devem poder candidatar-se ao crédito.



