
Luxemburgo, 02 nov (Lusa) – O caso de um director de turma que proibiu os alunos de falar português nas aulas, uma decisão aplaudida pela ministra da FamÃlia do Luxemburgo, está a preocupar a comunidade portuguesa no paÃs, que considera a medida “castradora”.
Para o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), a proibição pode levar também a um sentimento de desvalorização da lÃngua materna, contrariando as polÃticas do Governo luxemburguês, que vem defendendo a importância do português para o sucesso escolar dos imigrantes.
“Eu compreendo que na escola os alunos se exprimam na lÃngua em que estão a ser ensinados, mas proibir genericamente o português nas aulas é uma forma de castração”, disse à Lusa José Coimbra de Matos, sublinhando que “se as crianças partirem do princÃpio que a lÃngua delas é proibida no sistema escolar, vão sentir-se inferiorizadas em relação aos outros”.



