CANADIANO CONDENADO DIZ SER INOCENTE

Foto: Pressform
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Um canadiano condenado a 10 anos de prisão em Cuba diz que é inocente. O advogado do homem afirma que o seu cliente provavelmente foi incriminado depois de uma noite de festa numa cidade próxima ao popular destino turístico de Varadero. Benjamin Tomlin, 46, funcionário da Canadian Development Investment Corp., foi preso em agosto de 2018 e acusado de fazer sexo com uma adolescente de 15 anos. A idade de consentimento em Cuba é de 16 anos. O advogado canadiano de Tomlin, Ricardo Alcolado Perez, disse que havia irregularidades nos processos judiciais. Nenhuma das testemunhas no caso, incluindo a menor com quem é acusado de ter relações sexuais, identificou o canadiano no tribunal. A irmã de Tomlin, Caroline Simpson, de Montreal, disse que o irmão foi “abandonado” pelo Canadá. Indicando ainda que o mesmo não recebeu serviços consulares adequados por causa da escassez de pessoal devido à misteriosa “síndrome de Havana” que deixou funcionários doentes nas embaixadas do Canadá e dos Estados Unidos. Os problemas de Tomlin começaram em fevereiro de 2017, após conhecer um grupo de cidadãos cubanos e ter participado numa festa privada. Tomlin deixou o país no dia seguinte, mas um mandado foi posteriormente emitido para a sua prisão. Quando retornou a Cuba em agosto de 2018, foi prontamente preso e acusado de ter relações sexuais com um menor. De acordo com o advogado, o canadiano não sabia que pelo menos duas das mulheres da festa em fevereiro de 2017 eram prostitutas, menores de idade, que estavam a ser investigadas pelas autoridades. As duas jovens foram detidas pela polícia depois de Tomlin ter deixado o país e supostamente fizeram declarações contra ele. O advogado indicou que vai apelar da condenação ao supremo tribunal de Cuba e que uma decisão está próxima.