
O alerta parte de especialistas e organizações ambientais: algumas plantas vendidas em centros de jardinagem podem espalhar-se para áreas naturais e prejudicar a biodiversidade no Canadá.
A “Canadian Coalition for Invasive Plant Regulation” quer que Ottawa crie regras nacionais para o setor da horticultura, incluindo uma base de dados com informação sobre as espécies consideradas de risco e os efeitos que podem ter em diferentes regiões.
Atualmente, a “Canadian Food Inspection Agency” regula algumas espécies, mas as províncias e os territórios têm legislação própria. Para os defensores de regras mais fortes, esta divisão cria soluções diferentes de uma região para outra.
Alguns municípios já avançaram com medidas. Nanaimo aprovou uma proposta para restringir a venda de determinadas espécies, enquanto Surrey quer proibir a comercialização de algumas plantas. Em London, Ontário, uma comissão recomendou que os comerciantes informem os clientes sobre os riscos no momento da compra.
Os especialistas apontam os centros de jardinagem como uma das principais vias de introdução de espécies não nativas. Entre os exemplos estão a hera inglesa, a pervinca e a goutweed, que podem espalhar-se e afetar plantas nativas e os ecossistemas.
A organização defende que, mesmo sem proibição, as espécies de risco devem ter avisos claros. A ideia é ajudar os consumidores a fazer escolhas mais informadas e reduzir a sua propagação.
O Governo federal tem como meta reduzir em pelo menos 50 por cento, até 2030, a taxa de introdução e estabelecimento de espécies invasoras.
Para os especialistas, a resposta passa por regras nacionais, maior fiscalização e informação aos consumidores.



