Canadá e EUA: Aliados entram no Estreito de Taiwan com navios de guerra

FOTO: US NAVY
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Navios de guerra do Canadá e dos Estados Unidos entraram no Estreito de Tawian. A ministra da Defesa do Canadá, Anita Anand, diz que a navegação demonstra um compromisso com um Indo-Pacífico livre, aberto e inclusivo. A navegação conjunta aconteceu também um dia depois de o presidente norte-americano Joe Biden ter declarado novamente que os EUA estão prontos para ajudar Taiwan no caso de uma invasão chinesa.

Uma fragata do Canadá e um contratorpedeiro dos EUA navegaram pelo Estreito de Taiwan na última terça-feira, na mais recente operação conjunta destinada a reforçar o estatuto da rota como uma hidrovia internacional.

O Governo da China proclama os direitos quer sobre o território de Taiwan quer sobre o estreito que separa a ilha da China continental que é um dos canais de navegação mais movimentados do mundo.

Os Estados Unidos usam a “liberdade de navegação” pelo Estreito de Taiwan para resistir às reivindicações chinesas e os aliados ocidentais têm-se juntado cada vez mais às operações.

As forças armadas chinesas falam em “show-off público”, mas continuam em alerta máximo depois das passagens dos navios de guerra dos dois países americanos. São eles o USS Higgins, um contratorpedeiro, e a fragata Halifax Vancouver da Marinha Real Canadiana.

O Canadá disse que o HMCS Vancouver estava a caminho de se juntar a uma missão em curso para aplicar as sanções da ONU contra a Coreia do Norte, quando transitou com o USS Higgins pelo Estreito de Taiwan.

“A navegação rotineira no Estreito de Taiwan demonstra o nosso compromisso com um Indo-Pacífico livre, aberto e inclusivo”, disse a ministra da Defesa canadiana, Anita Anand, em comunicado, usando um outro termo para a região da Ásia-Pacífico.

A última vez que navios de guerra americanos e canadianos tinham navegado pelo Estreito de Taiwan tinha sido há 11 meses, quando o contratorpedeiro USS Dewey e a fragata HMCS Winnipeg fizeram a viagem.

A última passagem conjunta ocorreu um dia depois de o presidente Joe Biden declarar novamente que as tropas americanas vão ajudar Taiwan no caso de uma invasão chinesa.