
O Governo de Justin Trudeau revela um plano há muito esperado para enfrentar uma China cada vez mais perturbadora. A estratégia promete uma maior pegada militar canadiana na região do Indo-PacÃfico.
A tão esperada estratégia Indo-PacÃfico do Canadá descreve a China como “uma potência global cada vez mais perturbadora” no cenário mundial. O Canadá destaca uma força social e económica demasiado grande para ser ignorada, mas também cada vez mais centrada na flexão das regras internacionais para servir os próprios interesses.
A estratégia diz que o Governo canadiano precisa de ser “clarividente” quanto aos objetivos da China no Extremo Oriente e noutros lugares. Promete gastar quase 500 milhões de dólares ao longo de cinco anos para melhorar a cooperação militar e de inteligência com aliados na região.
“A ascensão da China, possibilitada pelas mesmas regras e normas internacionais que agora cada vez mais ignora, teve um enorme impacto na região Indo-PacÃfico, e tem ambições de se tornar a principal potência na região”, diz o documento de 26 páginas, que foi fornecido aos meios de comunicação social antes do lançamento formal em Vancouver, no domingo, 27 de novembro.
“A China está a fazer investimentos em larga escala para estabelecer a sua influência económica, impacto diplomático, capacidades militares ofensivas e tecnologias avançadas. A China está a procurar moldar a ordem internacional num ambiente mais permissivo para interesses e valores que cada vez mais se afastam dos nossos”.
O documento estratégico diz também que “a dimensão e influência da China torna a cooperação necessária para enfrentar algumas das pressões existenciais do mundo, tais como as alterações climáticas e a perda de biodiversidade, a saúde global e a proliferação nuclear”.
A este respeito, o plano de polÃtica externa do Canadá reflete as abordagens adotadas pelos seus aliados mais próximos, incluindo os Estados Unidos, que em fevereiro último divulgaram a própria visão para o envolvimento na região.



