
Praia, 13 jul 2026 (Lusa) — Uma parcela de 7% das habitações de Cabo Verde não tinha acesso a eletricidade em 2024, uma situação que afetava sobretudo as zonas rurais, divulgou hoje o Instituto Nacional de EstatÃstica (INE).
O Relatório de Transição e Eficiência Energética indica que “92,9% dos alojamentos dispunham de eletricidade em 2024, enquanto 7,1% permaneciam sem acesso”.
Nas zonas urbanas, 94,3% dos alojamentos tinham energia, percentagem que descia para 88,6% nas zonas rurais, onde 11,4% continuavam sem eletricidade.
A rede pública continuava a ser a principal fonte de fornecimento de eletricidade, enquanto apenas 0,4% tinham painéis solares como origem de energia elétrica.
O documento analisa também os comportamentos relacionados com a eficiência energética e conclui que 54,2% dos indivÃduos com 15 ou mais anos não realizaram qualquer esforço para reduzir o consumo em 2024.
Entre os que adotaram medidas de poupança, as mais frequentes foram desligar equipamentos quando não eram utilizados e reduzir o tempo de utilização.
A redução de custos foi o principal motivo apontado para economizar eletricidade.
Os dados resultam do módulo sobre Eficiência e Transição Energética integrado no Inquérito Multiobjetivo ContÃnuo (IMC) no quarto trimestre de 2024.
Por ilhas, a Brava apresenta praticamente cobertura total de eletricidade, enquanto o Fogo “regista a situação menos favorável”, com 10,4% dos alojamentos sem acesso.
As ilhas Santiago e Sal também apresentam valores inferiores à média nacional.
Nas zonas rurais, a lenha ainda era utilizada por um terço dos agregados familiares para cozinhar.
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