
Com o orçamento federal recentemente anunciado pelos liberais, os partidos da oposição vêm propor alterações ao novo plano económico e não poupam a críticas. Em particular a grande oposição, o Partido Conservador, e o NDP.
Foi no dia 19 de abril que foi anunciado o budget federal de 2021 do Governo dos liberais. E os partidos da oposição não se mostraram contentes com o plano de gastos apresentado pela vice-primeira-ministra e ministra das Finanças, Chrystia Freeland.
Os partidos de oposição fizeram críticas ao novo plano económico canadiano e propuseram alterações ao documento. Acusam o Governo de Justin Trudeau de omitir o Pharmacare, o sistema nacional de saúde canadiano. Um dos assuntos discutidos recentemente num debate na Câmara dos Comuns.
Um dos líderes da oposição a manifestar-se descontente com o novo plano económico canadiano é Jagmeet Singh, do NDP. Singh disse que o orçamento apresentado por Freeland é muito semelhante à promessa feita pelo NDP em 2015 e 2019 de introduzir um plano universal de cuidados infantis. E que o aumento do salário mínimo federal de 15 dólares à hora foi também uma iniciativa dos Novos Democratas.
Ainda assim, o líder do NDP disse que não fará nada que leve o país a uma eleição, uma vez que o Canadá atravessa uma terceira onda mortal da pandemia. Mas tem dúvidas que o Governo federal leve avante as promessas sobre cuidados infantis.
Já o líder do Partido Conservador, Erin O’Toole, veio dizer que o PC vai propor um plano próprio de recuperação económica. Entre outras coisas, O’Toole disse que incluiria uma alternativa ao plano central do budget de investir quase 30 mil milhões em cinco anos, e mais de 8 mil milhões por ano para criar um programa nacional de educação e cuidados infantis acessíveis.
O líder do Bloco Québécois, Yves-François Blanchet, disse que o partido vai tentar corrigir o que diz ser “omissões inaceitáveis” dentro do orçamento dos liberais. Tanto O’Toole quanto Blanchet já disseram que cada partido está preparado para votar contra o orçamento.
No entanto, os liberais precisam do apoio de, pelo menos, um partido federal para que o orçamento seja aprovado no parlamento minoritário.
