
Lisboa, 09 mar 2026 (Lusa) — As principais bolsas europeias reduziam as perdas hoje a meio da sessão para menos de 2%, enquanto a subida dos preços da energia se moderava, depois dos ataques de Israel a instalações petrolíferas iranianas no fim de semana.
Cerca das 13:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,66% para 588,78 pontos.
As bolsas de Londres e Frankfurt recuavam 1,04% e 1,32%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 1,60% e 1,31%.
Londres era a exceção, já que descia 2,16%.
No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa cedia, mas mais moderadamente, com o principal índice, o PSI, a cair 1,37% para 8.822,56 pontos.
Nesta sessão, intensifica-se o receio dos investidores de que os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão tenham um impacto maior do que o calculado na economia mundial, através de uma aceleração da inflação e de um menor crescimento devido ao encarecimento do gás e do petróleo.
O petróleo, que está a condicionar os mercados desde o dia do início da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel e contra o Irão, chegou a ser negociado a 119,5 dólares esta madrugada, mais 28,92% do que na sexta-feira (92,69 dólares).
O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia 11,7% para 103,50 dólares, um máximo desde fevereiro de 2022, contra 92,69 dólares na sexta-feira e mais de 42% que em 27 de fevereiro, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).
O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, para entrega em abril sobe 12,2% para 101,97 dólares.
O gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, que chegou a subir 30% na abertura, até 69 euros por megawatt-hora (MWh), estava a ser negociado a 61,18 dólares, mais 14,6% que na sexta-feira.
A moderação da queda, pois algumas praças do Velho Continente chegaram a estar a perder mais de 3% na abertura, ocorria enquanto os futuros sobre os índices norte-americanos apontam para quedas de 1,26% para o Dow Jones e de 1,22% para o Nasdaq.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha acentuavam a subida, para 2,905%, contra 2,858% na sexta-feira.
O euro recuava para 1,1554 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1618 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
A queda de hoje na Europa segue a descida de Wall Street na sexta-feira e das praças asiáticas esta madrugada.
Na Ásia, devido à dependência das suas economias das importações de energia, Tóquio perdeu 5,2% (maior queda desde as tarifas anunciadas por Trump em abril de 2025), enquanto Seul perdeu 5,96%, Hong Kong 1,35% e Xangai 0,67%.
Hoje foi anunciado que a inflação homóloga na China subiu para 1,3% em fevereiro, mais 1,1 pontos que em janeiro.
Entre outros dados económicos divulgados hoje de manhã destaca-se a queda de 11,1% dos pedidos de fábrica em janeiro na Alemanha (também caiu 0,5% a produção industrial), bem como o agravamento da confiança dos consumidores da zona do euro este mês (-3,1 pontos), segundo a Sentix.
Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a recuar, com a onça a ser negociada a 5.096,38 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 83,6924 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
A bitcoin sobe levemente 0,56%, para 67.596,7 dólares.
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