Bicampeões da Europa: Luso-Canadiano Jorge Braz volta a ser decisivo

FOTO: FPF TWITTER
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No desporto canadiano, voltamos a falar de Jorge Braz. O treinador luso-canadiano, campeão do mundo, voltou a levar Portugal ao topo. Desta vez conquistou o bicampeonato da Europa ao vencer na final a Rússia, este domingo, por 4 a 2.

Na chegada a Portugal, o técnico voltou a receber os maiores elogios.

Que diferenças há entre 2018 e 2022? Só mesmo no homem que levantou a taça de campeão da Europa. A mesma nacionalidade, as mesmas cores. Ricardinho, há 4 anos; João Matos, o atual capitão da turma das quinas. Portugal voltou a ser coroado rei e senhor do Velho Continente, muito graças também ao técnico luso-canadiano, Jorge Braz.

A armada portuguesa, começou mal o encontro na final de Amesterdão, nos Países Baixos. A Rússia fez o primeiro aos 10 minutos de jogo. Sokolov rodou bem sobre Pany Varela e bateu André Sousa.

Nas bancadas, não faltaram os momentos hilariantes dos adeptos nacionais.

O brinde antes do tempo caiu mal a Jorge Braz e companhia. Afanasyev aumentou a vantagem russa no encontro e Portugal, tal como frente, à Espanha voltava à desvantagem de dois golos no jogo.

Os ainda campeões europeus, tinham 27 minutos para evitar a passagem de testemunho.

Foi preciso recorrer ao laboratório para Tomás Paçó reduzir a desvantagem portuguesa. Teve dedo de Jorge Braz, 2-1, a fechar a primeira parte. Portugal estava mais do que vivo.

No segundo tempo, valeu a desinspiração tremenda do guarda-redes russo. Ainda bem para André Coelho que fez o empate. Faltavam 13 minutos para o fim do tempo regulamentar.

Mas só passaram 4 minutos, para André Coelho fazer a remontada. Estava feito o 3 a 2 para Portugal e o título ali tão perto.

A Rússia arriscou tudo a jogar num 5 para 4 e foi na reta final que um roubo de bola, permitiu a Pany Varela fazer o golo que confirmou em definitivo o segundo título europeu para Portugal.

Os campeões Europeus de futsal foram recebidos em Belém pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na segunda-feira.

Nos discursos da cerimónia, o maior destaque foi Jorge Braz, selecionador nacional, que conduziu Portugal a dois títulos europeus e um Mundial no espaço de quatro anos. Marcelo Rebelo de Sousa elogiou o perfil de liderança do técnico, mas o maior elogio veio mesmo do capitão João Matos, que, muito emocionado, sublinhou a importância do treinador neste percurso vitorioso.

«Falo em nome destes 14 atletas e tenho de dar uma palavra a este senhor: Jorge Braz. A forma como nos conduz, como nos prepara, e depois o lado amigo de quem tem uma palavra de carinho e motivação. Todos nós temos um grande carinho por este senhor. Devemos-lhe muito e ele faz mesmo parte da história de Portugal e da nossa história como atletas», resumiu o internacional português.