Beneficiários de prestações de desemprego com queda homóloga de quase 4% em agosto

Lisboa, 22 set 2026 (Lusa) – O número de beneficiários de prestações de desemprego recuou quase 4% em agosto, face ao período homólogo, mas subiu 1,7% face a julho, para 172.427, segundo os dados divulgados hoje pelo GEP.

Face ao período homólogo registou-se um decréscimo de 7.090 beneficiários, o que representa uma queda de 3,9%.

Já em comparação com o mês anterior, houve mais 2.884 beneficiários, o equivalente a uma subida de 1,7%, de acordo com a síntese da Direção-Geral de Coordenação e Planeamento (DGCP, antigo GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Trata-se do segundo mês consecutivo em que o número de beneficiários de prestações de desemprego está a subir.

No que toca ao subsídio de desemprego registou-se em agosto uma queda homóloga de 3,1% do número de beneficiários (menos 4.503), totalizando os 141.873. Contudo, na comparação em cadeia, houve uma subida de 2,5% (mais 3.442 beneficiários).

“O valor médio mensal do subsídio de desemprego em agosto foi de 770,16 euros, o que equivale a uma variação anual positiva de 8,0%”, nota a DGCP.

Por sua vez, o número de beneficiários do subsídio social de desemprego inicial diminuiu 14,1% comparativamente com o mesmo mês do ano anterior (menos 763 subsídios processados), mas subiu 0,8% face a julho (um acréscimo de 36 beneficiários), totalizando os 4.640.

O subsídio social de desemprego subsequente abrangeu 18.694 beneficiários em agosto, o que corresponde a uma queda homóloga de 6,3% (menos 1.259 beneficiários) e a um recuo de 1,2% em termos mensais (menos 220 beneficiários).

No que respeita especificamente aos beneficiários mais jovens (16-24 anos), em agosto as várias prestações de desemprego abrangeram 5.144 beneficiários, isto é, uma queda homóloga de 9,8%, mas um acréscimo de 3,8% em termos mensais.

As prestações de desemprego continuam a ser maioritariamente pedidas por mulheres, correspondendo a 102.300 beneficiárias (59,3%) e a 70.127 beneficiários (40,7%).

Por faixa etária, 11,4% tinham 29 ou menos anos, 20,9% estavam na faixa etária dos 30 a 39 anos, 22,8% tinham entre 40 a 49 anos, 24,6% estavam na faixa dos 50 a 59 anos, e 20,3% tinham 60 ou mais anos.

   

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