Bancos canadianos acusados de lucrarem com taxas altas ainda na pandemia

Foto: Eduardo Soares/Unsplash
Foto: Eduardo Soares/Unsplash

Grupos de defesa no Canadá fizeram protestos contra os aumentos das taxas bancárias no Canadá, numa altura em que a economia, e o país, ainda não estão totalmente recuperados da pandemia da Covid-19.

A chegada do novo coronavírus, em março do ano passado, forçou alguns bancos a criarem medidas e estratégias de alívio para os clientes, uma vez que a economia nacional sofreu um embate muito grande e deixou muitos sem trabalho.

Agora, com uma situação nacional mais favorável da economia e da pandemia, os grandes bancos do Canadá estão de volta com algumas taxas, impostos e outras formas de obtenção de lucro. E isso não agradou a muitos grupos defensores no país, dizendo que os bancos canadianos poderiam fazer mais para ajudar os clientes.

Segundo esses grupos de defesa, os presidentes de bancos canadianos ganharam uma média salarial a rondar os 11 milhões de dólares cada, durante o ano de 2020, acrescentando que vários outros bancos viram mais do dobro em lucros.

Por essa razão, o ACORN Canada, um sindicato defensor de pessoas com médios a baixos rendimentos, realizou vários protestos em mais de uma dúzia de cidades em todo o país na terça-feira, incluindo no distrito financeiro de Toronto. Tudo isto aconteceu na mesma altura em que os bancos aumentaram as taxas.

O sindicato acusa os bancos de ludibriarem os clientes com despesas de conta injustas, a taxação de cheques com fundos insuficientes e altas taxas de juros ao cartão de crédito. E apelam a que os bancos ponham um fim a algumas destas taxas a contas com menos de 4 mil dólares.

Além disso, pedem que os bancos ofereçam empréstimos com juros baixos ou até a zero juros para pessoas com baixos rendimentos e que parem de financiar credores predatórios.

De acordo com o ACORN, os bancos canadianos estão entre o grupo de bancos que cobram as taxas mais altas do mundo.