
Washington, 17 abr 2026 (Lusa) – O Grupo do Banco Mundial anunciou a retoma das relações com o Governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina, Delcy RodrÃguez, pondo fim a uma pausa que se prolongava desde 2019.
O anúncio foi feito no âmbito das Reuniões da Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que tiveram inÃcio em 13 de abril e terminam no sábado em Washington.
Pouco antes da declaração do Banco Mundial, também o FMI anunciou em Washington a retoma das relações com a Venezuela, uma decisão tomada em consonância com “as opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional que representam a maioria do poder de voto total do FMI”, de acordo com o comunicado oficial divulgado pela instituição.
O Banco Mundial recordou, numa declaração, que a Venezuela é membro da instituição desde 1946 e recebeu o primeiro empréstimo em 1961.
Nos anos 1970, o boom petrolÃfero permitiu a Caracas saldar as dÃvidas com o Banco Mundial e até emprestar parte dos lucros para apoiar outros paÃses membros.
No entanto, o colapso dos preços do petróleo nos anos 1980 e a deterioração das polÃticas económicas levaram o paÃs a retomar os empréstimos em 1989. O último data de 2005.
As relações foram suspensas em março de 2019, em plena crise polÃtica, quando Nicolás Maduro assumiu um novo mandato, que a oposição considerou ilegÃtimo, o que levou à autoproclamação de Juan Guaidó como presidente, reconhecido por dezenas de paÃses.
A retoma surge num momento de recomposição diplomática e económica no paÃs. Após a captura de Maduro e da mulher, Cilia Flores, em 03 de janeiro, por forças norte-americanas em Caracas, RodrÃguez assumiu a presidência interina e aceitou as condições económicas e petrolÃferas impostas pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Essa aproximação concretizou-se na aprovação de várias leis na Venezuela destinadas a facilitar o investimento estrangeiro nos setores petrolÃfero e mineiro.
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