
Maputo, 12 fev 2026 (Lusa) – As autoridades moçambicanas alertaram hoje para a subida dos níveis de água nas bacias dos rios Búzi e Savane, face à passagem da tempestade tropical Gezani, resultando em inundações moderadas, na província de Sofala, centro do país.
Face à previsão meteorológica que indica a ocorrência de chuvas fortes, devido à aproximação da tempestade tropical moderada Gezani, prevê-se para as próximas 72 horas a subida dos níveis de água nas bacias dos rios Búzi e Savane, resultando em inundações de magnitude moderada em Sofala, lê-se num comunicado da Administração Regional de Águas (ARA) do Centro de Moçambique.
De acordo com o documento, entre as consequências deste fenómeno, com previsão de que afete cerca de 1,1 milhões de pessoas, prevê-se também impactos nas vias de acesso, infraestruturas e campos agrícolas nas zonas baixas e ribeirinhas dos distritos da Beira, Machanga, Búzi e Chibabava.
“Igualmente, prevê-se risco de ocorrência de inundações urbanas por acumulação de águas pluviais na Cidade da Beira nos seguintes bairros de Mungassa, Vaz, Ndunda, Munhava, Chota, Mangonha, Manga Mascarenhas, Chingussura, Inhamizua, Macurungo e Matadouro”, refere-se.
Pelo menos 36 pessoas morreram em Madagáscar durante a passagem do ciclone Gezani, que atingiu com força na terça-feira à noite a segunda maior cidade do país, Toamasina, segundo novo balanço das autoridades malgaxes.
O ciclone baixou de nível, para tempestade tropical, ao chegar a terra, mas segundo as autoridades moçambicanas já entrou no Canal de Moçambique e nas próximas horas deverá voltar à categoria de ciclone tropical.
A ARA-Centro reitera o apelo a todas as entidades públicas e privadas para a tomada de medidas de precaução, devendo retirar-se das zonas de risco de inundação, evitar a travessia dos leitos dos rios e garantir a limpeza das valas de drenagem.
As autoridades recomendam ainda o acompanhamento permanente da informação hidrológica disseminada através de boletins hidrológicos diários ou avisos.
Na terça-feira, o Governo moçambicano explicou que os impactos deste fenómeno climático extremo podem representar um recuo nos esforços para salvar vidas nas cheias que já afetaram o país, caso os deslocados comecem a deixar os centros de abrigo, apelando à prevenção da população.
As autoridades moçambicanas ativaram ações antecipadas para ciclones para algumas províncias do sul e centro que poderão ser atingidas pela passagem deste fenómeno.
Desde o início da época das chuvas em Moçambique, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 202 mortos, além de 291 feridos e de 852.285 pessoas afetadas, segundo atualização das autoridades moçambicanas.
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