
O Governo do Canadá confirmou a morte de um cidadão canadiano no Irão, no contexto da violenta repressão das manifestações antigovernamentais que continuam a varrer o país.
A ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, afirmou que o indivíduo morreu “às mãos das autoridades iranianas” e que o Governo está em contacto com a família.
As manifestações começaram em Dezembro, inicialmente por causa da escalada do custo de vida, e rapidamente se transformaram numa expressão de frustração generalizada contra o regime.
O Canadá, que há mais de uma década aconselha os seus cidadãos a evitarem viajar para o Irão, pediu o fim imediato da violência e reiterou a sua condenação à repressão dos protestos pacíficos.
Noutro desenvolvimento importante na política externa, o primeiro-ministro Mark Carney afirmou que o Canadá está a entrar numa “nova era” nas relações com a China, durante a sua visita oficial a Pequim.
Carney disse que o reencontro com altos responsáveis chineses marca o início de um diálogo mais profundo e cooperativo numa altura em que os dois países procuram ultrapassar anos de tensão comercial e diplomática.
A delegação canadiana participou em reuniões com líderes empresariais e oficiais chineses, e foram assinados memorandos que podem abrir portas a a cooperação em áreas estratégicas como energia, agricultura e segurança alimentar.
Nas redes sociais, Carney partilhou vídeos agradecendo a calorosa receção do primeiro-ministro chinês Li Qiang.
O primeiro-ministro espera que esta mudança de tom sirva de exemplo de cooperação num mundo cada vez mais dividido.
Na agenda de Mark Carney na China, sexta-feira, 16 de janeiro, foi o dia escolhido para o encontro com o presidente Xi Jinping.
