ATIVISTA ANGOLANO ACUSADO DE REBELIÃO ENVIA MENSAGEM AO BLOCO DE ESQUERDA

LusaLisboa, 27 jan (Lusa) — O angolano Sedrick de Carvalho, acusado de rebelião em Luanda, revela numa carta ao Bloco de Esquerda que foi privado do acesso a notícias e que o processo judicial demonstra “inexistência de democracia” em Angola.

Os ativistas, considerados presos de consciência pela Amnistia Internacional, estão desde final do ano passado em regime de prisão domiciliária, tendo permanecido quase meio ano nas prisões de Luanda, sem acesso a notícias.

“Ao longo dos seis meses em regime fechado, não nos foi permitido (pelo menos eu e os seis companheiros que estiveram comigo na prisão Calomboloca) assistir, ler e ouvir órgãos de informação – exceto ler o Jornal de Angola, caixa-de-ressonância do Governo”, acusa Sedrick de Carvalho, que escreve em nome pessoal, apesar de notar que a “gratidão é coletiva”.