
Madrid, 23 jan 2026 (Lusa) – A atividade da zona euro manteve o crescimento em janeiro graças ao aumento das novas encomendas, enquanto o otimismo em relação às perspetivas futuras atingiu um máximo em vinte meses.
O índice PMI (Purchasing Managers’ Index) Composto do Hamburg Commercial Bank (HCOB) da atividade total da zona euro, elaborado pela S&P Global e hoje publicado, situou-se em 51,5 pontos em janeiro, inalterado em relação ao indicador de dezembro e acima dos 50 pontos que separam o crescimento da contração.
Esta evolução explica-se porque o setor da indústria transformadora voltou a território de crescimento após uma primeira queda na produção em dez meses (registada no final de 2025) – embora num ritmo “fraco” -, enquanto a atividade do setor de serviços se manteve, embora o último aumento tenha sido o menor dos últimos quatro meses.
O fator que limitou o ritmo de expansão foi a redução da atividade empresarial em França, que caiu pela primeira vez em três meses, uma fraqueza que contrastou com o crescimento contínuo na Alemanha – o mais intenso desde outubro de 2025 – e nos restantes países da zona euro como um todo.
O relatório revela que as novas encomendas registaram o sexto mês consecutivo de expansão em janeiro, embora tenha sido apenas marginal e o mais lento desde setembro de 2025, com as destinadas à exportação novamente em negativo.
Neste contexto, os níveis de emprego foram cortados e foi interrompida uma sequência de três meses de crescimento dos quadros de pessoal na zona euro, devido principalmente à diminuição “intensa” do emprego na Alemanha, “a mais acentuada desde novembro de 2009”.
Em contraste, o emprego continuou a aumentar em França e no restante da zona euro como um todo, continua o comunicado.
No que diz respeito aos preços, o ritmo de inflação dos custos acelerou pelo terceiro mês consecutivo em janeiro e foi o mais acentuado em pouco menos de um ano, enquanto os preços cobrados também aumentaram a um ritmo mais rápido.
Apesar disso, as empresas mostraram-se otimistas quanto ao aumento da produção nos próximos 12 meses, e o sentimento empresarial atingiu em janeiro o máximo dos últimos vinte meses.
MC // JNM
Lusa/Fim
