
A médica legista do Quebec diz-se desconfortável com as respostas de Horácio Arruda e principal oficial de saúde pública da provÃncia sobre a preparação da primeira vaga da pandemia em lares de idosos. GéhaneKamel criticou o luso-canadiano por falta de planeamento.
Horácio Arruda admitiu que existiram problemas em lares de idosos durante a primeira vaga da pandemia.
O médico legista que supervisionava um inquérito sobre as mortes de Covid-19 em residências de idosos em Quebec no ano passado questionou algumas das respostas do principal oficial de saúde pública da provÃncia na última segunda-feira.
Horacio Arruda, diretor de saúde pública do Quebec, é o funcionário público do mais alto escalão a testemunhar no inquérito até agora e, durante os dois dias de depoimento, foi forçado a defender muitas das decisões do Governo na preparação da primeira vaga de pandemia.
Arruda testemunhou na última segunda-feira que o departamento, durante o planeamento, teve discussões internas sobre os possÃveis riscos que aCovid-19 poderia representar para idosos em residências de longa permanência já em janeiro e fevereiro de 2020.
A médica legistaGéhaneKamel disse a Arruda que ficou surpreendida com as respostas, considerando que todos os depoimentos no inquérito até ao ponto em questão sugeriam que quase “não tinha existido planeamento” para a resposta à pandemia em lares de idosos, nos primeiros meses de 2020.
“É um pouco perturbador o que está a dizer”, disse Kamel.
A médica legista observou que quando a pandemia chegou, estava claro que não havia pessoal suficiente, equipamento de proteção individual ou treinoem lares de idosos.
Kameldiz estar “muito desconfortável” com as respostas de Horácio Arruda.
Quase 4 mil pessoas morreram em lares de longa permanência na primeira vaga da pandemia.



