Luanda, 07 dez (Lusa) – Dois dos 37 antigos militares acusados de associação de malfeitores e atentando contra o Presidente de Angola afirmaram hoje, em julgamento, que as declarações que constam do processo não correspondem às que fizeram durante a instrução preparatória.
De acordo com a defesa, a posição foi assumida no tribunal de Luanda pelos réus Armando Anselmo e Daniel Manuel, que perante o juiz João António Eduardo refutaram as acusações que resultaram da fase de instrução preparatória, alegando que as declarações então proferidas foram alteradas.
“Os réus não aceitam a totalidade das acusações obtidas na instrução preparatória pelo facto de as declarações terem sido alteradas e adquiridas sob tortura”, disse hoje à Lusa Sebastião Assurreira, um dos advogados de defesa.
