
A Covid-19 está a perder força nas zonas urbanas do Canadá e a atingir áreas mais rurais ou isoladas que têm taxas de vacinação mais baixas e menos recursos de saúde pública.
As áreas rurais ou isoladas do Canadá foram poupadas nas primeiras vagas da pandemia e agora são forçadas a enfrentar os problemas associados ao novo coronavírus que se vai espalhando a todo o gás. As zonas urbanas, os grandes centros do país, por outro lado, começam a ver os números de infeções a cair. As altas taxas de vacinação têm contribuído para uma redução do número de infeções. Também é importante dizer que as áreas rurais que estão a ser afetadas têm menos recursos de saúde pública.
O Canadá tem altas taxas de vacinação, mas ainda assim existem cidadãos bastante céticos. Com isso o vírus vai-se espalhando.
A região de Sudbury, a cerca de 400 quilómetros a norte de Toronto, aumentou as restrições da Covid-19. As autoridades trouxeram de volta os limites de capacidade em espaços públicos, exigindo que os residentes usem máscaras e apresentem comprovativos de vacinação. A taxa de casos recentes, de quase 165 por 100 mil habitantes na passada segunda-feira, é de longe a mais alta da província de Ontário.
Vivem na grande Sudbury mais de 160 mil cidadãos, mas a zona tem menos capacidade hospitalar do que a área de Toronto.
Yukon, um território dos Norwest Territories, declarou estado de emergência esta semana depois de anunciar 80 casos de Covid-19 em três dias, elevando o total de casos ativos para 169 num território onde habitam 43 mil pessoas. Cerca de 22% da população de Yukon é indígena, em comparação com a média nacional de cerca de 5%.
A noroeste da província de Saskatchewan, que abriga várias comunidades das chamadas ‘First Nations’, registaram-se as maiores taxas de infeção do novo coronavírus esta semana. Também, de acordo com dados do Governo, a região tinha a menor taxa de vacinação tendo em conta a percentagem de cidadãos.
A região norte de Alberta é relativamente rural. Fort McMurray teve, por exemplo, a maior taxa de internamentos e a maior taxa de casos no início de novembro.
