Chimoio, Moçambique, 01 jan (Lusa) – Deslocados no centro de acomodação de Vanduzi, provÃncia de Manica, consideram que o conflito em Moçambique agravou a sua condição de pobreza e, após umas “festas a seco”, partem cheios de incertezas para 2017.
“Não consigo justificar à s crianças, já afetadas pela movimentação [para o campo de deslocados], como passar um Natal e fim do ano sem uma refeição tradicional [frango com arroz colorido] e roupa nova”, conta à Lusa Wilson Bande, carregando estacas que vende no centro de acomodação para suprir as necessidades básicas de nove membros da famÃlia.
Cerca de seis mil pessoas permanecem em tendas distribuÃdas pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INCG), em cinco centros de acomodação nos distritos de Gondola, Vanduzi, Guro, Mossurize, Báruè e Guro, fugindo da violência do conflito que opõe as forças governamentais e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição.



