Angola registou 3.665 mortes por afogamento nas últimas cinco épocas balneares

Luanda, 28 set 2026 (Lusa) — Angola registou mais de 3.600 mortes, nas últimas cinco épocas balneares, das quais 760 ocorreram entre 2025 e 2026, divulgou o Serviço e Proteção Civil e Bombeiros (SPCB).

Segundo o comandante nacional do SPCB, comissário Bravo Mendes, nas últimas cinco épocas balneares, foram registadas 3.665 mortes por afogamento, com uma média anual de 600 casos, sendo que 75% das vítimas foram homens com idades entre os 9 e 45 anos, ocorrendo com maior incidência em cacimbas, lagoas e rios.

Na época balnear passada, registaram-se 762 mortes por afogamento, um aumento de 82 casos comparativamente ao período homólogo.

Na sua intervenção de abertura da época balnear 2026/2027, realizada no último fim de semana, na província de Benguela, Bravo Mendes apontou a necessidade de se combaterem comportamentos de risco que continuam a contribuir para a ocorrência de acidentes, com destaque para a entrada na água sob efeito de álcool.

A utilização de zonas não vigiadas ou interditas, o desrespeito pelas placas de sinalização e das orientações dos nadadores-salvadores, bem como a exposição de crianças e adolescentes a ambientes aquáticos sem a devida supervisão estão também entre as causas dos afogamentos.

“Contudo, apesar dos constrangimentos e os fatores de vulnerabilidade identificados, o grau de prontidão e o incremento de mais de 500 nadadores-salvadores na época anterior, resultaram no salvamento de mais de 123 cidadãos em iminência de morte por afogamento, bem como na realização de cerca de 147 mil campanhas de sensibilização pública”, referiu.

Bravo Mendes destacou que a época balnear inicia-se num contexto que exige de todos uma maior preparação, vigilância e capacidade de prevenção, tendo em conta as condições climáticas previstas para o período 2026/2027, marcadas pelo fenómeno El Niño, previsto com intensidade forte a muito forte.

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